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Investigação da mente
No primeiro exercício que proponho convido-vos a fazer uma pequena investigação e pesquisa na vossa mente, para ver o que podemos lá encontrar e trabalhar com essa descoberta. Vamos fechar os olhos e observar a mente, ver até onde ela vos leva, qual é a linha de raciocínio, que imagens vêm, o que ouvem, quais são as vozes que se fazem ouvir e o que dizem elas. Depois de uns minutos, vamos agora ainda de olhos fechados analisar o que vimos e ouvimos, identificam-se com o que ouviram e o que viram, percebem o porquê das imagens e linhas de pensamento terem aparecido desta forma ou de outra?

Agora vamos tentar acalmar a mente, vamos tentar não ter pensamentos, calar as vozes que falam a toda a hora. Oiçam o toque de um violino que com o seu som afugenta todos os pensamentos. Ou se preferirem ouçam o som da agua que desliza fortemente por uma cascata e continua o seu curso calmamente. Quando sentirem a vossa mente mais calma, vão pensar em uma fotografia. Perguntem-se agora porque será que foi essa a fotografia que apareceu e não outra. Relembre o momento que essa foto entrou na vossa vida, e qual é o significado dela para vocês. Agora a partir daqui vamos fazer dois exercícios.

ex1: Distanciem-se da foto a nível pessoal, vamos supor que esta foi a primeira vez que viram essa foto, da perspetiva de alguém estranho a ela. Agora criem o vosso cenário do que estará a acontecer na foto e criem uma narrativa do antes, do culminar no momento da foto e o que acontece depois. A narrativa pode ser criada a través de um texto de escrita criativa ou poética.

ex2: O segundo exercício é com a vossa perspetiva familiar à foto, expressem a importância/insignificância que ela tem na vossa vida. O que é que ela vos faz sentir? Neste exercício podem expressar esse sentimento a través de uma pintura, escrita criativa, poética, colagem ou outro meio que achem conveniente. Partilhem as vossas descobertas connosco para que possamos conversar sobre elas!

Destruir para Reconstruir


Este exercício é destinado a ajudar-nos a aliviar as energias negativas que muitas vezes se acomunam no nosso ser, depois de um dia de trabalho ou uma noticia difícil. Estas situações geram em nós sentimentos como raiva, ira, ansiedade. Vou propor-vos que encontrem alguma coisa em casa, na garagem, ou até no lixo, que possam partir, destruir. A ideia é mesmo essa, destruir o objeto da forma que melhor vos ajudar a libertar o que é necessário. De qualquer forma depois de destruir algo é necessário criar. Quando libertamos aquilo que estava a bloquear-nos criam-se espaços novos, esses espaços são benéficos, onde havia antes o sentimento negativo pode agora tomar lugar um sentimento positivo, a alegria vem e volta como uma onda do mar. Vamos então pegar no que restou do objeto que destruímos e torna-lo em algo novo! Podemos usar outros materiais para alem dos restos do objeito, pois ele já não é o mesmo, será uma versão renovada que nos relembra que depois da noite haverá sempre o dia, para iluminar a nossa vida! Espero que aproveitem a experiencia!

Pintar a emoção

Hoje venho propor-vos um exercício leve para começarmos a explorar as cores em simultâneo com as emoções. Proponhovos que arranjem um set básico de aquarelas, guaches ou qualquer tipo de material para pintar. Parem por um momento, fechem os olhos e foque-se na vossa respiração, depois de algumas respirações, percebam qual é a emoção que estão a sentir, qual é o vosso estado de espírito? Concentrados na vossa emoção peguem nas cores que acham que melhor a representa e pintem ou desenhem as formas que quiserem, sem que haja espaço para julgamentos de padrão estetico. O importante aqui é ser totalmente livre na forma de expressão, com qualquer tipo de resultado. No final olhem para a pintura e analisem as cores escolhidas as linhas, tentem encontrar alguma mensagem secreta do vosso inconsciente!

Colagem de identidade

O exercício que proponho esta semana é um exercício de colagem como o titulo indica. Na realização desta colagem vamos precisar de jornais ou revistas que possam ser recortados, mas podemos também procurar imagens na internet e imprimir para depois recortar e usar na colagem. O objectivo é encontrar uma imagem de algo que achamos que nos representa como pessoa. Antes de escolher é bom haver espaço para uma reflexão sobre como nos vemos, quais os nossos valores, o que é que nos move. Esta figura que nos representa pode ser uma forma qualquer, um objecto, uma personagem, uma paisagem, uma planta, um animal, sejam criativos. Se não encontrarem esta forma específica nas revistas ou jornais e não for possível imprimir também podem recortar em pedaços essa forma e construí-la como um puzzle com imagens variadas. Depois de construírem esta forma que vos representa, podem partir para a segunda fase da colagem. Quais são os vossos objectivos de vida? O que imaginam que podem e querem atingir ao longo da vossa vida? Seja a médio ou longo prazo. Façam mais uma vez o processo de pesquisa interior durante um período de reflexão e ponham mãos à obra à procura das imagens que representam esses objetivos. Em seguida colem as imagens à volta da vossa representação. Este exercício estimula a nossa imaginação, criatividade e incentiva a análise de como nos vemos assim como de quais são os nossos objectivos de vida.

Libertando o Corpo

O exercício que sugiro hoje pretende dar ao nosso corpo uma forma de se libertar fisicamente de más emoções ou simplesmente de aliviar a tensão do dia a dia. Para a sua realização precisamos apenas de escolher uma música que gostemos, que seja enérgica e que saibamos que nos dá vontade de dançar. Podemos escolher fazer o exercício a sós, no caso de quem é mais tímido, ou com um membro da família, um parceiro, amigo etc. Entre os vários benefícios da dança está, a redução do stress e de sintomas depressivos, por isso quando nos sentimos mais em baixo, ou simplesmente a precisar de uma descarga de energia, a dança é um excelente veículo de elevar o nosso espírito fazendo-nos sentir mais vivos, felizes e animados! Por isso let ‘s dance!

Foto Caça

Esta semana deixo-vos um exercício de fotografia. Proponho que durante a semana tirem uma foto nas alturas que se sentem mais felizes, ou bem dispostos. A foto não precisa de ser de nada em específico, apenas de marcar o momento em que se estão a sentir bem ou em paz, com uma emoção boa. Este exercício permite que estejamos mais conscientes das nossas emoções, principalmente as positivas, visto que andamos à caça delas. Quando temos este objectivo, o de captar os momentos em que nos sentimos bem, essa missão e a lembrança dela vai actuar como um íman para coisas belas tomarem parte na vossa vida! No fim de semana, podemos rever todas as fotos da semana e olhar para o que lá está representado, tentando perceber o que nos levou a fotografar aquele momento ou aquele objecto. Uma meditação sobre cada foto pode ser uma extensão do exercício. Boa semana!

Escrita Criativa – Personagens

Hoje venho propor-vos um exercício de escrita criativa. Não se assustem, qualquer pessoa pode escrever e o objetivo é libertar a criatividade, mas, também gerar uma peça íntima para refletir no nosso autoconhecimento. Vamos então criar duas personagens eu vou dar uma sugestão, mas podem criar as personagens que façam mais sentido no vosso processo de evolução. Vamos ter neste caso a razão como personagem um e o ideal como personagem dois. A razão vai representar as convenções sociais, regras, limites que nos impõem social e culturalmente, para nos moldar de uma certa forma, o ideal representa o que buscamos como modelo de pessoa, aquilo que gostaríamos de nos tornar, como por exemplo, eu gostaria de me tornar em alguém tão criativa e talentosa como a Frida Kahlo. Dou como exemplo este contexto para o início do exercício: A Razão e o Ideal foram presos no mesmo aposento, para se libertarem terão de trabalhar em conjunto. Este exercício permite-nos fazer várias reflexões, a primeira tem a ver com o nosso conceito de razão, como ela influencia a nossa vida, as nossas decisões, a segunda questiona quais são os nossos objectivos de evolução individual, que se ligam com os valores que defendemos e o papel que queremos ter no mundo. Depois de ter feito este exercício devemos lê-lo e relê-lo, buscando compreender as limitações que podemos identificar e ultrapassar para chegar cada vez mais perto do nosso ideal, esperando fazer dele um ideal real.

Modelagem – Dar forma ao intimo

O exercício de hoje é para moldar algo do nada. Convido-vos a criarem a vossa pasta de papel, vou deixar um link para poderem aprender como se faz. Podem também comprar um pacote com material de modelagem que há à venda nos supermercados. Para descobrir o que vão criar sugiro fazerem uma meditação. Perguntem a vossa alma o que é que ela precisa de exprimir, em que forma devem moldar a vossa pasta. Deixem que várias formas venham ao vosso pensamento, até encontrarem aquela que a vossa intuição escolher. Depois tentem passá-la para o material que escolheram para moldar. Quando acabarem de moldar e o material estiver seco, podem pintar a peça para lhe dar mais vida, ou deixar assim. No final do processo, parar e tentar ler os sinais que aquela peça nos dá sobre o que vive no nosso interior é uma possibilidade a explorar.

Páginas Matinais – Julia Cameron

Aqui vou propor-vos um exercício que podem encontrar no livro “O Caminho do Artista” por Julia Cameron, recomendo vivamente este livro a quem quer encontrar a sua voz dentro da arte ou simplesmente quer ser criativo. O exercício chama-se “páginas matinais” ou “descarga do cérebro” e consiste em todas as manhãs ao acordar, escrever em 3 páginas aquilo que nos vem à cabeça. Pode ser qualquer coisa, não há uma maneira errada de escrever as páginas matinais, o necessário é realmente escrever. Um exemplo pode ser: “Sinto frio, estou cheia de sono e não me apetece ir trabalhar, nem escrever nada…” ou “gato, macaco, casaco, televisor, era uma vez uma história sem pés nem cabeça…”. Segundo a autora “as páginas matinais são a principal ferramenta da recuperação criativa”, este exercício pretende fugir ao sensor incorporado na psique que nos diz coisas negativas a nosso respeito. Como por exemplo, “não sabes escrever”, “O que te leva a pensar que podes ser criativo?”, “és desinteressante” e por aí vai. Este sensor quer realmente fazer-nos pensar o pior de nós e impedir-nos de sermos livres até nos nossos pensamentos. “A ideia é deixar de ver o sensor como a voz da razão e aprender a ouvi-lo como o mecanismo bloqueador que é.” Através deste exercício aprendemos a pôr de parte o julgamento para criar livremente. As páginas matinais não devem ser partilhadas, porque são muito íntimas e completamente aleatórias, uma opinião do outro poderia desencorajar-nos de as continuar a escrever, podemos no entanto desenvolver ideias que surjam a partir delas. Link para o livro no google books

https://books.google.pt/books/about/O_Caminho_do_Artista.html?id=Zh_NDwAAQBAJ&printsec=frontcover&source=kp_read_button&hl=pt-PT&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false

Mapeamento mental

Este exercício envolve a criação de um mapa visual dos nossos pensamentos, sentimentos e experiências. Podem escolher fazer um mapa para cada conceito ou um que englobe todos eles. Este exercício pode ser feito de varias maneiras, como por exemplo uma colagem, uma montagem digital, ou mesmo uma pintura ou desenho. Devem dar liberdade a vossa criatividade, no entanto é importante antes de partir para a ação, fazer uma reflexão para tentar identificar padrões e relações entre diferentes aspetos da vossa vida e tentar também perceber quais são realmente os vossos valores, crenças e desejos.

Aqui temos um exemplo de um mapa mental sobre a chave para a felicidade segundo a perspetiva de Adam Sicinski

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