Ciclos
02/01/23 Quando praticamos a atenção consciente é mais fácil encontrar a nossa voz no meio da discussão mental de cada dia. Paz de espírito é o que desejo para todos neste novo ano, e que a vossa voz interior vos leve até onde devem ir!
Ciclos
O céu é azul,
Da cor do poder que o universo me dá,
Quem diz que não posso ser eu?
Deixa ir esse outro que te tolda a visão,
Permite fluir esse ouro que te inunda o coração,
Só tu te libertarás,
Sem vergonha, Vergonha, foi o que o sexo te deu,
O falo foi educado para restringir,
O ponto crescente no teu corpo
Que te faz florir
Mas este pode também fecundar,
Essa semente que se esconde em ti
Por medo de ser queimada
Pela luz brilhante que te quer beijar,
Vibrando vitalidade,
Será isto mais do que o que posso entender?
Seria, até tocar esse sacro rosto de mulher abrigo,
A essência voadora que me habita, Já fui pó,
Pairando pelas estrelas livres,
Que se entreolham,
Num bailado noturno de emoção,
Em infinito flui a minha essência,
No corpo que me pensou aprisionar,
Em órgãos falíveis,
De sangue e carne mutável,
Datada com dias, horas e minutos,
Não é possível pôr um termo no eterno que aqui vive,
Gostava de conseguir perceber melhor,
A dor que vai do ventre em fogo até ao lábio quente,
Tremendo com a verdade amarga,
Da digestão do fel que a intuição ditou para se sacrificar,
Já percebi,
Mas prefiro a ignorância,
A romper a carne abstrata da minha evolução,
Dói caminhar,
Dói pisar na pedra rústica com o pé delicado,
De Deusa etérea, Carniceira da paz apodrecida,
Cortar à facada o que não agrega,
É a justiça que na balança tem de ser servida,
Quer haja sangue, suor,
Ou até mesmo amor e dor,
Tive de pisar a terra nua,
De me deitar com ela,
Deixá-la vir, para me cobrir, para me aquecer,
Nutrir, Despertar me do sonho,
É real que eu posso,
É real que sou eu Círculo perfeito,
Nada que eu vivi me vai engolir,
Quero permitir-me sentir forte como a água,
É ela, a que me alimenta,
Neste corpo preparo apenas uma casa pura,
Para a minha mãe cozinhar amor
Aqui fica a minha reflexão de inicio de ano! É bom perder o medo de partilhar algumas ideias que nos cruzam a mente. Também é importante perceber as que fazem parte de nós e aquelas que crescem como ervas daninhas no pomar plantado pela nossa essência. Quando praticamos a atenção consciente é mais fácil encontrar a nossa voz no meio da discussão mental de cada dia. Paz de espírito é o que desejo para todos neste novo ano, e que a vossa voz interior vos leve até onde devem ir!

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